Fernando Santo faz um “balanço muito positivo” dos seus seis anos como Bastonário da Ordem dos Engenheiros e revela o apoio à candidatura do eng. Matias Ramos como seu sucessor. Na sua opinião, “a maior relevância da Ordem foi percebida por todos e, por isso, entre 2004 e 2008, o número de admissões de membros à Ordem foi superior em 130% ao número de membros inscritos nos anteriores 10 anos”.

Arte & Construção - Qual o balanço que faz do seu mandato como Bastonário da Ordem dos Engenheiros?
Fernando Santo - A avaliação final pertence sempre aos membros da Ordem e aos cidadãos que também olham para a OE como uma entidade de interesse público. Contudo, também tenho a obrigação de avaliar o que nos propusemos fazer durante estes seis últimos anos e o que foi conseguido. Nesta perspectiva, sinto-me à vontade para considerar o Balanço muito positivo. A Ordem é hoje uma organização mais presente na sociedade e com posições que têm merecido uma apreciação muito positiva por parte dos Colegas, de outras organizações e dos cidadãos no geral. Tomámos posições sobre os grandes temas nacionais, com destaque para a educação da engenharia, a energia, as infra-estruturas públicas, o ordenamento do território, o licenciamento urbano, os desvios nas obras públicas e tantos outros, com rigor e independência, promovemos a qualidade da engenharia e procurámos prestigiar os engenheiros. Foi significativo o número de diplomas que passaram a exigir a intervenção de engenheiros para actos de interesse público, acentuando-se a importância da regulamentação profissional. Passámos a certificar cursos de engenharia segundo os padrões europeus da EUR-ACE e criámos o Conselho das Associações Profissionais de Engenheiros dos Países de Língua Oficial Portuguesa e Castelhana, que engloba 22 países.
Esta maior relevância da Ordem foi percebida por todos e, por isso, entre 2004 e 2008 (5 anos), o número de admissões de membros à Ordem foi superior em 130% ao número de membros inscritos nos anteriores 10 anos. Também ao nível financeiro nunca se registaram resultados tão elevados, o que permitiu consolidar a situação patrimonial da Ordem.
Apoia algum dos candidatos a Bastonário?
Perante os desafios que a Ordem tem pela frente e tendo em conta o perfil que julgo mais adequado para a continuação do trabalho, considerei que o Eng. Carlos Matias Ramos tinha qualidades e disponibilidade de tempo, a partir de Abril de 2010, que permitiriam exercer o cargo de Bastonário, e, por isso, desafiei-o a apresentar uma candidatura, que naturalmente apoio.
Quais as suas expectativas para o próximo mandato?
Irá ser um mandato difícil e que exigirá muita dedicação do Bastonário, dos Vice-Presidentes e demais membros eleitos. A Ordem passou a exigir dos principais órgãos nacionais uma permanência e um envolvimento muito diferente do passado, pois são cada vez mais os pedidos de pareceres, de tomadas de posição e de iniciativas a que a Ordem tem que responder. Só os pedidos de representação a nível nacional e conferências, solicitados por outras entidades, são cerca de 200 por ano. Como desafios e prioridades, coloco a revisão dos estatutos, a preparação de propostas sobre a regulamentação que obrigue a uma exigente qualificação profissional e a revisão das existentes e a preparação de pareceres sobres matérias legislativas de interesse para a profissão, a par da reorganização interna da OE para prestação de melhores serviços aos seus membros.
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