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Eleições Ordem dos Engenheiros

10/02/10
LUÍS MALHEIRO
UMA ORDEM INDEPENDENTE

“Uma Ordem dos Engenheiros independente e próxima de todos os seus membros” é o propósito da candidatura a bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE) do eng. Luís Malheiro. O candidato mostra-se empenhado em lutar “por uma engenharia portuguesa internacionalmente prestigiada, com engenheiros qualificados, dignificados e socialmente reconhecidos”.

Arte & Construção – Porquê que se candidata a bastonário da Ordem dos Engenheiros?

Eng. Luís Malheiro – Todos temos a “obrigação” de, em certo momento da nossa vida profissional, prestar um serviço à comunidade, partilhando o que aprendemos e fomos construindo e pondo ao serviço, neste caso dos engenheiros, a nossa visão e as nossas capacidades que julgamos úteis, o que naturalmente submetemos à decisão dos eleitores.

Por outro lado, a contínua secundarização do papel da Engenharia e dos Engenheiros Portugueses na definição do modelo de desenvolvimento e competitividade para Portugal, leva-me também a dar este passo na esperança de que a equipa que lidero possa contribuir, de forma substantiva, para que os Engenheiros, que são um recurso estratégico inestimável, estejam presentes na construção do nosso futuro colectivo.

Qual o lema e programa da sua candidatura?

Uma Ordem dos Engenheiros independente e próxima de todos os seus membros pugnando por uma Engenharia Portuguesa internacionalmente prestigiada, com Engenheiros Qualificados, Dignificados e Socialmente Reconhecidos.

O programa integra fundamentalmente os seguintes temas chave:

• Assegurar a intervenção activa dos Engenheiros na avaliação e definição das estratégias de desenvolvimento e competitividade para Portugal propondo a criação de um Órgão Nacional permanente, consultivo e prospectivo, integrando as várias valências da Engenharia, constituindo-se também como um observatório da Evolução da Engenharia e da Tecnologia em Portugal, dando sequência aos estudos promovidos pela Academia de Engenharia nesta matéria e capaz de se assumir como parceiro incontornável.

• Valorizar a abordagem territorial, como forma de assegurar o desenvolvimento equilibrado das regiões.

• Promover a participação e a informação entre os membros e dar a conhecer, de forma pedagógica e clara, junto da opinião pública, as posições da OE sobre as grandes questões estruturantes para o País, que envolvem directa ou indirectamente a Engenharia.

• Reconfigurar a estrutura orgânica da OE por forma a torná-la mais próxima das condições reais do exercício da profissão, em torno das competências e dos actos de Engenharia, explorando a transversalidade das especializações e adaptando progressivamente a estrutura vertical dos colégios, reforçando-os e aproximando-os de uma matriz mais abrangente, decorrente do processo de Bolonha.

• Intervir, de forma competente e juridicamente suportada, na preparação da legislação com implicações no exercício da profissão e da contratação de serviços de Engenharia contribuindo para uma maior transparência na elaboração da orçamentação, planeamento e concretização dos investimentos.

• Reavaliar de forma corajosa a responsabilidade civil profissional, em função da qualificação dos engenheiros, graduando-a e dando-lhes a autoridade técnica correspondente.

• Promover empenhadamente o emprego dos Engenheiros.

Quais serão as medidas prioritárias que irá implementar se for eleito bastonário?

Desde logo promover empenhadamente a integração harmoniosa dos membros eleitos pelas Regiões nos Órgãos Nacionais assegurando uma OE coesa, responsável e solidária.

Logo a seguir materializar as ferramentas de comunicação e informação entre todos, permitindo criar espaços de discussão, actualização e transmissão de conhecimentos e experiências, atraindo os mais novos e os que se afastaram, para uma Ordem mais ágil, mais aberta e posta ao serviço dos membros.

Além disso, restabelecer e reinventar o diálogo com outras associações profissionais, nomeadamente a ANET, bem como com as Universidades, para equacionar e encontrar caminhos de convergência relativamente às consequências de Bolonha. E criar uma bolsa de emprego qualificado, enquanto primeiro factor do reconhecimento profissional dos Engenheiros.

Quais os elementos diferenciadores da sua candidatura face às demais?

Estou certo que todos os candidatos se empenharão fortemente naquilo que entendem melhor para a Ordem e para os Engenheiros e que o farão sempre de forma irrepreensível.

Esta candidatura procurará ser reconhecida pela independência e equidistância que manterá relativamente aos diversos actores do sector, bem como em relação aos ciclos políticos, assegurando sempre empenhamento e lealdade absoluta nesses relacionamentos.

Procurará ser ágil e competente no relacionamento com os membros e proporcionará a estes actualização científica e profissional, através de um forte investimento na comunicação.

Será profundamente uma candidatura de serviço e não ao serviço de quem quer que seja.

Entrevista de Sofia Dutra

 

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26 de Fevereiro: Eleições para os órgãos nacionais da Ordem dos Engenheiros

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ENTREVISTA AO BASTONÁRIO



ENTREVISTAS AOS CANDIDATOS

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