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Eleições Ordem dos Engenheiros

10/02/10
MATIAS RAMOS
PRESTIGIAR A ENGENHARIA

“Prestigiar a Engenharia. Enfrentar os novos desafios”. Este é o lema da candidatura a bastonário da Ordem dos Engenheiros (OE) do eng. Carlos Matias Ramos. O actual presidente do LNEC propõe-se “consolidar o trabalho feito no anterior mandato e dar um novo impulso à intervenção da Ordem”.


Arte & Construção – Porquê que se candidata a bastonário da Ordem dos Engenheiros?

Eng. Carlos Matias Ramos – Porque acredito que numa sociedade moderna e exigente a Ordem dos Engenheiros desempenha um papel de regulação entre os interesses profissionais dos engenheiros e o interesse público, na defesa da qualidade da engenharia. Trata-se de um serviço público de relevância para o País.

Estou determinado a contribuir, com as minhas capacidades e disponibilidade em conjunto com um prestigiado grupo de Engenheiros que me acompanham na candidatura, consolidar o trabalho feito no anterior mandato e dar um novo impulso à intervenção da Ordem.

Considero que os desafios do futuro têm uma resposta na visão que temos da Engenharia e no programa de acção que propomos para o mandato de três anos e que tornámos público com a apresentação da nossa candidatura.

A passagem em breve à situação de aposentado, depois de mais de 40 anos de actividade profissional, terminando o meu cargo de Presidente do LNEC, garantirá uma disponibilidade total para assumir as exigentes funções de Bastonário da OE.

Qual o lema e programa da sua candidatura?

O lema da minha candidatura é: Prestigiar a Engenharia. Enfrentar os novos desafios.

O lema reflecte a preocupação com o essencial estatutário: defender o interesse público e o interesse dos Engenheiros, prestigiando a Engenharia e diligenciando a colocação da OE na linha da frente da actuação em pleno século XXI, com permanente capacidade de enfrentar os desafios que se coloquem.

O programa é simultaneamente vasto e conciso. Identifica as linhas de acção estratégica e define as medidas concretas para a sua implementação no período do mandato.

Quais serão as medidas prioritárias que irá implementar se for eleito bastonário?

• Levantamento das necessidades de reorganização e melhoria dos serviços prestados aos Membros.

• Acompanhamento dos efeitos da implementação das medidas decorrentes do “Processo de Bolonha”.

• Continuidade na implementação dos processos de regulamentação profissional em curso (legislação referente a protecção contra o risco de incêndios, Lei 31/2009 e Portaria 1379/2009, Sistema de certificação energética, ITED/ITUR, etc). Saliento que muita da legislação existente, para além de não defender a qualidade da engenharia com base na valorização académica e profissional de que tem competência para a prática dos actos de engenharia, é complexa e desarticulada, constituindo uma dificuldade acrescida para o exercício da profissão.

• Ordenamento e clarificação dos critérios de qualificação profissional, identificando e procurando resolver os casos onde os domínios de intervenção profissional dos Engenheiros estão a ser ocupados por outros, defendendo intransigentemente o interesse público na salvaguarda da garantia de qualidade dos actos de Engenharia.

Quais os elementos diferenciadores da sua candidatura face às demais?

Não me cabe caracterizar factores diferenciadores e fazer comparações com as restantes candidaturas. Conheço pessoal e profissionalmente muitos dos Colegas candidatos nas outras listas, mas desconheço no momento os programas de acção. Os Membros da Ordem dispõem do conhecimento do programa de acção da minha candidatura e da capacidade dos membros da equipa que a integram para a sua concretização.

É meu entendimento que cada candidatura vai ser avaliada com base nas características pessoais dos candidatos e no programa. A lista da minha candidatura a Bastonário caracteriza-se por incluir um grupo de profissionais de engenharia prestigiados e muito qualificados, grande número dos quais com experiência de serviço à Ordem como membros eleitos. Este facto assegura elevada eficiência e eficácia ao desempenho dos órgãos eleitos durante o triénio.

Antevendo um período crucial para a afirmação da Ordem como uma Instituição relevante na defesa do interesse público e na contribuição para o desenvolvimento económico e social do país, o programa da candidatura nacional é extremamente ambicioso, contemplando todos os aspectos considerados prioritários para a actividade da Ordem no próximo triénio.

Entrevista de Sofia Dutra


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