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Eleições Ordem dos Engenheiros

10/02/10
SILVEIRA RAMOS
VOZ MAIS REIVINDICATIVA

A candidatura do eng. Silveira Ramos a bastonário da Ordem dos Engenheiros destaca a “necessidade de uma fase mais afirmativa, com uma voz mais reivindicativa, defensora da causa pública, independente, pró-activa e defensora da qualidade da engenharia como factor de desenvolvimento”.

 

Arte & Construção – Porquê que se candidata a bastonário da Ordem dos Engenheiros?

Eng. Fernando Silveira Ramos – Entendo que a Ordem dos Engenheiros vai entrar numa nova fase da sua vida.

Vivemos uma fase de uma dúzia de anos, nos exercícios dos Bastonários Francisco Sousa Soares e Fernando Santo, onde a Ordem foi já objecto de várias mudanças. Inicialmente foi obrigada a uma reorganização interna, para acompanhar a problemática de Bolonha, depois vieram as alterações ao enquadramento legal da contratação e ao exercício da actividade. Penso que estes assuntos estiveram na primeira linha das preocupações.

Na parte final do último mandato de Fernando Santo deram-se já os primeiros e importantes passos no envolvimento e reconhecimento público da Ordem nos grandes debates nacionais.

Temos agora necessidade de uma fase mais afirmativa, com uma voz mais reivindicativa, defensora da causa pública, independente, pró-activa e defensora da qualidade da engenharia como factor de desenvolvimento.

É minha convicção, é convicção dos candidatos da minha lista e dos nossos apoiantes, que sou a pessoa certa para liderar a Ordem nesta nova fase e com estes objectivos centrais.

Qual o lema e programa da sua candidatura?
São linhas de força programáticas:

• Manter o rumo da dignificação da engenharia e dos engenheiros.

• Construir uma Ordem para todos os engenheiros.

• Reforçar o peso da experiencia profissional na qualificação dos engenheiros.

• Reforçar a intervenção pública e aumentar a influência social e política da Ordem.

• Pugnar pela revisão do enquadramento legal da actividade dos Engenheiros.

• Melhorar a capacidade de intervenção da Ordem nas políticas de ensino.

• Incrementar as relações internacionais da Ordem com organizações congéneres.

• Apoiar a integração na vida activa dos jovens engenheiros.

• Adaptar a Organização e os Estatutos da Ordem à nova conjuntura e à realidade interna.

Quais serão as medidas prioritárias que irá implementar se for eleito bastonário?

Dentro dos assuntos de primeira prioridade posso destacar-lhe aqui três:

1) Iremos desencadear acções de contestação a alguns aspectos das novas leis de enquadramento do exercício profissional, tendo em vista suspender a curto prazo a sua aplicação e, posteriormente altera-las.

2) Iremos rapidamente tentar clarificar internamente as definições dos actos de engenharia para, seguidamente, levar essas definições a terem aceitação oficial e, consequentemente, à obrigatoriedade de qualificação adequada para o seu exercício.

3) Iremos construir, após uma análise e discussão alargada no interior das estruturas da Ordem, um pensamento e uma posição colectiva sobre as consequências de Bolonha na admissão e qualificação dos nossos membros que, espero, permita trazer para o nosso interior todos os técnicos de formação superior, qualificados para intervir nos actos de engenharia.

Quais os elementos diferenciadores da sua candidatura face às demais?

Desculpe, mas isso terá de ser você a identificar! Posso apenas dar umas pistas para a análise comparativa dos programas e dos perfis dos candidatos:

• Estará na hora de um abanão cívico, de trazer à vida da Ordem quem dela anda sempre arredado, dum rejuvenescimento dos quadros, se não ainda na idade, pelo menos das habituais “caras” da evolução na continuidade?

• Poder-se-á aproveitar a experiência de quem foi Presidente activo durante oito anos da Associação Portuguesa de Projectistas e Consultores, tendo-lhe dado uma nova capacidade de intervenção e audiência?

• A permanente frontalidade no assumir de posições e de afrontamento sempre que necessário dos poderes políticos e económicos, será uma mais-valia na conjuntura actual ou, pelo contrário, será mais adequada uma prática de maior colaboração e de proximidade ao poder instituído?

• Será adequado aproximar o perfil dos corpos dirigentes da Ordem, ao perfil profissional dos engenheiros, que cada vez mais fazem parte dos sectores económicos privados e empresariais?

• Será adiável a Ordem tomar parte activa na luta nacional pela transparência e contra a corrupção, mantendo apenas numa posição defensiva e conjuntural dos seus membros?

Entrevista de Sofia Dutra

 

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26 de Fevereiro: Eleições para os órgãos nacionais da Ordem dos Engenheiros

A Arte & Construção dá-lhe a
conhecer os candidatos a Bastonário
para o mandato 2010-2013

Descubra as propostas das três
listas neste ESPECIAL ELEIÇÕES OE


ENTREVISTA AO BASTONÁRIO



ENTREVISTAS AOS CANDIDATOS

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